Quarta-feira, Novembro 11, 2009

I Semana Científica do Centro de Ciências da Saúde - CCS/UESPI

No período de 16 a 20 de novembro será realizada a I Semana Científica do Centro de Ciências da Saúde - CCS/UESPI. A semana ocorrerá no Centro Integrado de Reabilitação – CEIR (Avenida Higino Cunha, Nº 1515, Bairro Ilhotas). O tema central do evento é “A Deficiência no enfoque multidisciplinar”, que tem como objetivo promover o intercâmbio entre os diferentes cursos da área de saúde oferecidos pela Instituição. Assim, a Semana enfatizará em dias específicos os cursos de acordo com o cronograma abaixo:

Dia 16/11/09 - Curso de Enfermagem
Dia 17/11/09 - Curso de Medicina
Dia 18/11/09 - Curso de Fisioterapia
Dia 19/11/09 - Curso de Educação Física
Dia 20/11/09 - Curso de Psicologia


PROGRAMAÇÃO - PSICOLOGIA

DIA 20/11/09

8h às 9h

Conferência de Abertura

Aspectos Históricos da Deficiência e Preconceito

- Msc. Francisco Lamartine Pinheiro Guedes (Psicólogo - UESPI)

9h às 10h

Palestra

Psicologia e Educação Cognitiva: Uma Perspectiva Sobre a Deficiência.

- Dra. Ana Cristina Barros da Cunha (Psicóloga - UFRJ)

10h às 12h

Mesa redonda

Educação da Criança Portadora de Deficiência Intelectual.

- Francisca Maria Viera Gonçalves (Pedagoga - CIES) - Aspectos Práticos do Trabalho Desenvolvido no CIES para o Tratamento de Crianças que Possuem Deficiência Intelectual.

- Esp. Vanessa Ferry (Psicóloga - UESPI) “A Psicologia na Reabilitação de Crianças Deficientes”.

- Esp. Roseane Santos (Arte - Terapeuta - CEIR) A Arte-terapia na Reabilitação de Pessoas com Deficiência Cognitiva.

Mediadora: Profa. Esp. Sara Cavalcanti Souza (UESPI)

12h às 14h

INTERVALO

14h às 18h

Mesa Redonda

Inserção da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho.

- Esp. Anderson de Moura Lima (Psicólogo - UESPI) O papel do Psicólogo nos Programas de Inserção de Portadores de Deficiência no Mercado de Trabalho.

- Dr. Marlúcia Gomes Evaristo Almeida (Promotora - CONEDE) Legislação e Política de Inserção Social dos Portadores de Deficiência.

- Esp. Almirene Cunha (Assistente Social - Centro de Reabilitação Ana Cordeiro) Oficinas profissionalizantes para portadores de deficiência realizadas no Centro de Reabilitação Ana Cordeiro.

Mediadora: Profa. Esp. Ana Maria Batista Correia (UESPI).

16h às 17h

Palestra

ABA (Análise do Comportamento Aplicada) nos transtornos invasivos do desenvolvimento (TID): quarenta anos de evidências empíricas de eficácia.

- Dr. Roosevelt Riston Starling (Psicólogo- UFSJ)

17h às 18h

Visitação dos Banners

Minicursos:

Avaliação Cognitiva: Teoria e Prática com Crianças com Deficiência.

Profa. Dra. Ana Cristina Barros da Cunha (Psicóloga - UFRJ)

Dia 20/11/09

Horário: 14h às 18h.

Local: FACIME

ABA (Análise do Comportamento Aplicada) nos transtornos invasivos do desenvolvimento (TID): quarenta anos de evidências empíricas de eficácia.

Prof. Dr. Roosevelt Riston Starling (Psicólogo - UFSJ)

Dia: 21/11/09

Horário: 8h às 12H.

Local: FACIME


Mais informações: http://psicologado.com/ca6deoutubro/

Domingo, Novembro 01, 2009

O homo sapiens tem essência?

Uma parte considerável das abordagens psicológicas (principalmente as psicologias humanistas) ainda utilizam conceitos absurdos como "hierarquia de necessidades humanas"e consideram que as todas as pessoas passam por fases da vida onde buscam determinadas necessidades.

Tom Greening é psicoterapeuta humanista e foi editor da Revista de Psicologia Humanista de 1971 a 2005. Ele descreve os cinco postulados básicos da Psicologia Humanista desta forma:

1) Seres humanos são mais do que a soma de suas partes. Não podem ser reduzidos a partes ou funções que os compõem.
2) Seres humanos só podem ser compreendidos no contexto humano.
3) Seres humanos são conscientes e conscientes de si mesmos.
4) Seres humanos têm livre-arbítrio e responsabilidade por suas escolhas.
5) Seres humanos são intencionais, perseguem objetivos, sabem que podem alterar eventos futuros e estão em busca de sentido, valor e criatividade.

Caso o fenômeno relatado abaixo seja verdadeiro, como os Psicólogos Humanistas explicariam-no?

'Mulher da selva' cambojana hospitalizada por recusar alimentos


Referências Bibliográficas

http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/o-que-e-psicologia-para-leigos/3/

Domingo, Outubro 25, 2009

Curso de Introdução à Psicologia Comportamental e à Psicologia Cognitivo-Comportamental

Com o intuito de divulgar paradigmas mais científicos de Psicologia eu e o professor Gaudêncio Júnior da Universidade Estadual do Piauí realizamos o curso de extensão livre "INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL E COGNITIVO-COMPORTAMENTAL" nos meses de maio, junho, setembro e outubro de 2009 para estudantes e profissionais de Psicologia das cidades de Floriano e de Parnaíba do interior do Piauí.

O curso de 60 horas tinha como objetivo principal apresentar os conceitos e técnicas básicas da Psicologia Comportamental e Cognitivo-Comportamental.

Agradecemos a colaboração e a participação de todos os estudantes e profissionais que nos prestigiaram, debateram, questionaram e expuseram o que pensavam a respeito dessas duas abordagens psicológicas.

Não podemos deixar de agradecer também o apoio da Fundação Walter Alencar, dos estudantes e das coordenadoras de Psicologia da Universidade Estadual do Piauí e da Universidade Federal do Piauí, do colégio Impacto de Floriano e da UNIMED de Parnaíba.

Parabéns à equipe do site Psicologia e Ciência

Parabenizo a equipe do site Psicologia e Ciência pelo compromisso assumido com a Psicologia e a missão de torná-la mais científica através das contribuições da Análise do Comportamento. Seria muito bom se todos os Analistas do Comportamento tivessem o mesmo compromisso que a equipe desse belo site tem. Parabéns a todos!


Como montar um GEAC (Grupo de Estudos de Analise do Comportamento)

Dentre as muitas formas que existem de estudar podemos citar o estudo em grupo. A aprendizagem exige muito esforço individual e solitário, mas há momentos em que o estudante ganha mais se cooperar com amigos motivados e responsáveis. Estudo individual e estudo em grupo não se excluem. São complementares. Muito utilizado em ambientes acadêmicos e não acadêmicos o estudo em grupo proporciona muitas vantagens em relação ao estudo individual. Dentre as principais podemos citar:

a)Proporciona mais reforçadores sociais e naturais;

b)Potencializa a capacidade de aprendizagem;

c)É uma ótima forma de iniciar amizades;

d)Possibilita a troca de experiências,a dissolução das dúvidas e o debate;

e)Pode servir de base para a consecução de outros objetivos mais ousados como a formação de uma Liga Acadêmica de Análise do Comportamento ou uma Sociedade de Análise do Comportamento.

A construção e manutenção de um grupo de estudo passa pelas seguintes fases:

a)Formação do grupo. O tamanho do grupo depende de uma série de fatores: objetivos, espaço utilizado para o estudo, metodologia utilizada e perfil dos participantes;

b)Escolha do local de estudo. Deve ser um lugar confortável,arejado,iluminado, longe de fontes de barulho e com cadeiras suficientes para todos os membros;

c)Construção de regras de funcionamento. Nessa fase pode-se eleger um coordenar, uma agenda de encontros, esquemas de punições e reforçamentos para os membros do grupo;

d)Escolha do material para dar base às discussões. Podem ser utilizados artigos, livros, monografias, dissertações e teses. Isso dependerá dos objetivos do grupo e do nível inicial dos participantes;

e)Iniciação e manutenção das atividades do grupo de estudos.

f)Produção e distribuição de materiais construídos em decorrência dos estudos em grupo. Esses materiais podem ser blogs, sites, boletins, zines, fanzines e jornais que servirão para divulgar algumas atividades: resumos, editoriais, resenhas, artigos, crônicas, desenhos, imagens,etc.

Abaixo relaciono uma série de livros que poderão ser utilizados para nortear as discussões de um GEAC. De preferência sugiro que sejam estudados na seguinte sequência:



Sábado, Outubro 24, 2009

Aproveitando oportunidades...

Nesse ano de 2009 a Liga Acadêmica de Análise do Comportamento do Piauí estará apoiando a Liga Acadêmica de Análise do Comportamento do Ceará na construção do XIV Encontro Cearense de Análise do Comportamento: “Violência e Subjetividade na Sociedade Atual” que acontecerá dos dias 5, 6 e 7 de novembro de 2009 na Universidade de Fortaleza (UNIFOR).

Pergunto-me se esse não é o momento dos Analistas do Comportamento nordestinos aproveitarem a oportunidade para planejarem algo mais ousado para a nossa região nordeste...

Quem sabe um Fórum Nordestino de Entidades de Análise do Comportamento ou uma Associação Nordestina de Análise do Comportamento que poderia se responsabilizar pela organização dos Encontros Nordestinos de Análise do Comportamento e consequêntemente pelo desenvolvimento dessa ciência na nossa região?

Que tal a idéia?

Fórum Virtual de Pesquisadores em Análise do Comportamento

Em 2006, num artigo da Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, Tourinho sugeriu a criação de um Coletivo de Pesquisadores em Análise do Comportamento. Esse Coletivo teria o objetivo de contribuir para o avanço no campo da organização e representação da comunidade científica em Análise do Comportamento no país.


Baseado na sugestão de Tourinho o presente texto propõe a construção de um Fórum Virtual de Pesquisadores em Análise do Comportamento que dê visibilidade á comunidade formada pelos Analistas do Comportamento; que possibilite a eles compartilhar informações relevantes e, principalmente sirva de canal para o planejamento de uma inserção articulada dos mesmos nos debates sobre as políticas nacionais para ciência, tecnologia e inovação.


“A Análise do Comportamento constitui uma subárea de conhecimento da Psicologia no Brasil, no sentido de que constitui uma referência em torno da qual se organizam os esforços de uma comunidade de pesquisadores para a produção de conhecimento, a edição de publicações especializadas e a promoção de eventos para a comunicação e difusão de conhecimento novo. (TOURINHO, 2006 p. 233)”


Tourinho (2006 p. 234) afirma que dados indicam um crescimento da Análise do Comportamento mas, esse crescimento na produção científica, na oferta de serviços e no interesse de graduandos e graduados pela área não parece ter sido acompanhado por um avanço na organização da comunidade científica em Análise do Comportamento no Brasil. Também não é a mesma a nossa capacidade de intervenção nos debates que se passam nos fóruns que tratam das políticas públicas para a pesquisa e formação de pesquisadores.


“À parte do que acontece na relação com a comunidade mais ampla da Psicologia, internamente a comunidade de Análise do Comportamento tem enfrentado um outro problema crucial: a falta de um sistema ágil e eficiente de troca de informações acerca da organização e financiamento da atividade de pesquisa no país. Assim, informações relevantes sequer chegam a ser compartilhadas com os pesquisadores em Análise do Comportamento, pela falta de uma instância que possa se ocupar disso (TOURINHO, 2006 p. 236)”.


Visando melhorar a comunicação e a atuação conjunta dos pesquisadores (Tourinho 2006 p. 236) afirma que seria conveniente instituir uma espécie de Coletivo de Pesquisadores em Análise do Comportamento, um fórum que dê visibilidade a essa comunidade, que possibilite compartilhar informações relevantes e, principalmente, que se ocupe de planejar uma inserção articulada nos debates sobre as políticas nacionais para a pesquisa e formação de pesquisadores em Psicologia.


O presente trabalho propõe a construção de um Fórum Virtual de Pesquisadores em Análise do Comportamento através de sua hospedagem em um site que teria os seguintes objetivos:

a) dar visibilidade á comunidade formada pelos Analistas do Comportamento;

b) possibilitar à comunidade o compartilhamento informações relevantes;

c) contribuir para a construção de uma identidade e, principalmente;

d) servir de canal para o planejamento de uma inserção articulada dos mesmos nos debates sobre as políticas nacionais para ciência, tecnologia e inovação.

Diante das várias possibilidades de uso de novas tecnologias percebe-se que é possível a construção de um site que que teria como público-alvo professores e pesquisadores de graduação, pós-graduação de instituições de ensino e pesquisa e conteria as seguintes seções:


a) lista de links de cursos de pós-graduação com ênfase em Análise do Comportamento e outros que tenham orientadores na área;

b) lista de pesquisas em andamento com os contatos e currículos Lattes e grupo de pesquisas dos respectivos pesquisadores e orientadores;

c) lista de links de periódicos nacionais, internacionais, bibliotecas virtuais, instituições de pesquisa, de ensino e associações científicas;

d) banco de dados contendo referências bibliográficas de textos relacionados à Análise do Comportamento e;

e) ambientes virtuais de discussão síncrona e assíncrona onde os membros possam trocar informações e debater temas pertinentes.


A comunidade de Analistas do Comportamento poderia se perguntar: “Mas por que um fórum virtual?”. Existem muitas vantagens. Como pontos vantajosos podemos enumerar:


a) rapidez na troca de informações;

b) baixo custo de envio e recebimento de informações,

c) centralização de dados importantes para o desenvolvimento da pesquisa na área;

d) grande capacidade de armazenamento de informações;

e) possibilidade de utilizar a arquitetura do site para realizar pesquisas relacionadas ao desenvolvimento da área;

f) aumento na capacidade de troca de informações;

g) possibilidade de haver mobilização de pesquisadores na área em torno de objetivos em comunidade;

h) tecnologia disponível.


Além dos pontos negativos é necessário expor também os pontos críticos. Como pontos críticos podemos enumerar:


a) custo na construção e manutenção do site;

b) necessidade de moderação constante (quem vai moderar?);

c) elaboração de critérios para participação no site e para a sua divulgação;

d) necessidade administração constante (quem vai administrar?);


O site poderia ser um canal de comunicação e uma base de dados que daria mais consistência á Análise do Comportamento no Brasil e possibilitaria a construção e fortalecimento de um rede, com participação de pesquisadores de diferentes instituições e regiões do país, integrando e potencializando esforços para a produção e divulgação de conhecimento científico.


Referências Bibliográficas


Tourinho, E. 2007 Sep 25. Organização e Representação da Comunidade Científica em Análise do Comportamento no Brasil. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva [Online] 8:2.Disponível:http://revistas.redepsi.com.br/index.php/RBTCC/article/view/104.


Anderson de Moura Lima


Quinta-feira, Outubro 22, 2009

A importância da criação de um calendário anual dos eventos científicos de Análise do Comportamento

Nos últimos anos tem havido o crescimento do número de eventos científicos locais, estaduais, regionais e nacionais de Análise do Comportamento. Só no ano de 2008 podemos computar 23 eventos desse tipo no Brasil. Em 2009 provavelmente teremos menos eventos, pois alguns deles ocorrem de dois em dois anos.

Jornadas, simpósios, semanas, encontros, cursos, congressos podem ser considerados eventos científicos que têm muita importância no cenário da produção nacional e local de Análise do Comportamento. São nesses eventos onde estudantes e profissionais de Psicologia e das outras áreas podem apresentar e divulgar os seus trabalhos, enriquecendo o repertório verbal de outros Analistas do Comportamento e expondo suas produções a críticas construtivas, além de entrarem em contato com grandes nomes da Análise do Comportamento nacional. São nesses eventos que muitos têm a oportunidade de descobrir a Análise do Comportamento.

Sem divulgação não há ciência. Sem divulgação a ciência não evolui. O conhecimento científico não pertence a uma classe ou a um grupo de indivíduos, logo o acesso das pessoas a esse tipo de conhecimento deve ser facilitado e incentivado!

Existem várias formas de incentivo à participação nesses eventos, mas nesse texto faremos menção a um tipo muito simples, mas eficaz, de estratégia para a divulgação dos nossos eventos científicos: a criação de um calendário anual de eventos de Análise do Comportamento.

A construção do calendário deve contar com o envolvimento e a participação dos organizadores de todos os eventos. Na empreitada deste trabalho há de se enfrentar muitas dificuldades, para coletar, organizar, comparar, registrar e catalogar as informações apesar de ser uma enorme oportunidade de se investir cada vez mais na articulação das diversas atividades que compõem o cenário da produção nacional.

Um calendário anual deveria abranger todos os eventos periódicos que existem no cenário brasileiro e traria grandes benefícios à comunidade analítico-comportamental:


a)Ajudaria na divulgação dos eventos pequenos e têm poucos recursos para a divulgação;

b)Facilitaria o planejamento de viagens e excussões de participantes desses eventos;

c)Facilitaria e incentivaria a organização de eventos em outros locais, regiões e estados;

d)Serviria de base de dados para pesquisadores analisarem o desenvolvimento da Análise do Comportamento no nosso país;

e)Possibilitaria a divulgação unificada e em conjunto dos eventos de AC dentro das comunidades e grupos formados por Psicólogos e áreas afins e;

f)Impedira que eventos fossem marcados em datas coincidentes.


Mesmo que seja difícil que alguns organizadores sempre tenham certeza dos dias do ano em que os seus eventos ocorrerão poder-se-ia criar um calendário em que cada evento teria um período de uma semana ou uma quinzena para ocorrer. Ainda assim seria um grande ganho para a comunidade analítico-comportamental brasileira.


Anderson de Moura Lima

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Novos recursos de divulgação científica para a Análise do Comportamento

O avanço da ciência está intimamente ligado ao avanço dos instrumentos que permitem a investigação dos fenômenos naturais.

Podemos encontrar um exemplo claro na Biologia. Esta ciência obteve inegáveis e magníficos avanços nos últimos dois século em decorrência da invenção de vários tipos de microscópios. Sem os microscópios não consigo imaginar como o Ser Humano conseguiria lidar com os mais diversos tipos de doenças infecto-contagiosas. Imaginem quantos milhões ou bilhões de vidas perderíamos em decorrência da inexistência do microscópio?Quantos agentes patogênicos forma – e estão sendo – descobertos e estudados através desse incrível aparelho?

Na Psicologia temos outro exemplo de como a invenção de um instrumento foi vital para o seu desenvolvimento. A Caixa de Condicionamento Operante – ou Caixa de Skinner, como é carinhosamente chamada – foi determinante para o surgimento e desenvolvimento da Análise do Comportamento. Sem esse aparelho seria muito difícil identificar e registrar detalhadamente as mudanças nas respostas de organismos em decorrência de alterações nas conseqüências dessas respostas.

A Caixa de Condicionamento Operante permite-nos a realização de centenas ou até mesmo de milhares de tipos de experimentos com rigor metodológico, simplicidade, economia de gastos e de de tempo (para maior aprofundamento leia a seção “A” do capítulo 5 do livro de A. Charles Catania: “Aprendizagem: comportamento, linguagem e cognição”).

Tão importante quanto a investigação dos fenômenos naturais é a publicização dos resultados das pesquisas e das teorias surgidas em decorrência dessas pesquisas.

O que adianta produzirmos conhecimento úteis em Análise do Comportamento se as pessoas que podem ser auxiliadas por essas descobertas não têm acesso ao conhecimento produzido? Profissionais e estudantes de Psicologia, Pedagogos, Médicos, Enfermeiros, Administradores, Médicos Veterinários, Assistentes Sociais, Nutricionistas, Advogados, Agentes de Saúde, pais, babás, professores, adestradores, líderes comunitários... Quantas classes profissionais e pessoas estão desprovidas do mínimo de conhecimento sobre o funcionamento do comportamento advindo de pesquisas rigorosas? Quantos problemas estas pessoas deixam de resolver no seu dia-a-dia por que ninguém nunca lhes demonstrou que o comportamento humano e não-humano podem ser modificados através de princípios simples e técnicas eficazes? Quantas pessoas que sofrem têm acesso a um conhecimento palpável sob o funcionamento do comportamento humano? Quantos usuários de serviços psicológicos têm conhecimento da existência de práticas de modificação do comportamento estruturadas, eficazes, simples e econômicas?

Em decorrência das respostas a estas perguntas - que podem ser assustadoras - é que se faz urgente a utilização de canais mais populares e modernos de divulgação científica. Canais estes que possam ser acessados por qualquer pessoa em qualquer lugar do nosso país.

Para essa tarefa podemos contar com a Internet. Por ser econômica, fácil de utilizar e trazer uma gama incontável de serviços, a Internet já é um dos principais meios de comunicação do mundo! A população brasileira já é um das que mais acessa a Internet no planeta – se já não for a primeira em quantidade de tempo médio de acesso!

Imaginem o potencial sub-utilizado dessa ferramenta? Imaginem quantas pessoas acessam a Internet a todos os minutos em busca de informações e de contatos em blogs, buscadores, sites, revistas on-line, dicionários virtuais, redes sociais, enciclopédias virtuais, e-mails, jornais on-line, sites de vídeos, programas de mensagens instantâneas e de comunica através de sons e imagens?

Quantos desses recursos não poderiam ser utilizados de forma sistemática pela comunidade analítico-comportamental para oferecer aos milhões usuários informações preciosas sobre suas vidas?

As respostas a esses perguntas sugerem que estamos muito atrasados em relação à utilização de canais mais modernos de comunicação.

A comunidade analítico-comportamental precisa reverter esses quadro urgentemente! Precisamos criar uma política de produção, sistematização e divulgação da Análise do Comportamento na Internet.

Muitas das experiências que já exitem (redes sociais, blogs, sites e grupos de discussão) são boas e outras muito boas, mas foram iniciadas por indivíduos ou grupos de indivíduos que estão atuando de forma isolada. Não adianta! Precisamos unificar e interligar as ações para que tenhamos mais do que um conjunto de atividades individuais isoladas. Precisamos de um conjunto de atividade interligadas e de todas as pessoas trabalhando em prol de objetivos comuns, ou seja, precisamos de um política de divulgação on-line sobre a Análise do Comportamento.

Importante também, além de ampliarmos os canais de comunicação utilizados, é tornar mais compreensível a linguagem utilizadas nesse processo de divulgação.

No texto Comunicação dos conhecimentos produzidos em análise do comportamento: uma competência a ser aprendida?”, João dos Santos Carmo e de Marcelo Quintino Galvão Batista descrevem como “Analistas do Comportamento têm dificuldades em comunicar seus conhecimentos para outras comunidades de cientistas e, principalmente, para as comunidades que poderiam aplicá-los, tais como professores, pais, enfermeiros, engenheiros, etc.”

Assim, tão importante quanto criarmos uma política de divulgação on-line para Análise do Comportamento é tornar a linguagem utilizada mais funcional.


Anderson de Moura Lima



Domingo, Setembro 13, 2009

LiAAC-PI e LiAAC-CE juntas trabalhando pelo XVI ECEAC

Parabenizo a Liga Acadêmica de Análise do Comportamento do Piauí que está apoiando a Liga Acadêmica de Análise do Comportamento do Ceará na construção do XIV Encontro Cearense de Análise do Comportamento: “Violência e Subjetividade na Sociedade Atual” que acontecerá dos dias 5, 6 e 7 de novembro de 2009 na Universidade de Fortaleza (UNIFOR). As inscrições iniciam-se no dia 14 de setembro de 2009 e o período de submissão de trabalhos vai de 20 de setembro a 15 de outubro de 2009.

Blog do evento